domingo, 1 de março de 2015

Mesmo depois de tudo

Mesmo depois de tudo, impossível dormir sem lembrar dos seus olhos negros me encarando, como naquela noite fria de inverno. Onde o frio só se tornou questão de opinião.

Era você, eu e o mundo. O nosso mundo, o mundo que queríamos, como queríamos, eu era o seu e você era o meu, era tudo mais simples, mais puro. 

Era impossível não observar suas curvas, mesmo sendo simples, eram belas. E eu ainda gosto de cada uma delas.

O seu cheiro era indescritível. Nem o aroma de todas as flores do mundo poderia ser comparado ao seu, minha querida.

Mas suas lágrimas, ah sim, elas eram destruidoras, destroçavam-me por dentro. Até nada sobrar. Até meu coração rachar. Até tudo acabar.

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