"O que há de tão difícil no amor?
É um mistério, um enigma?
E se não o temos em vista, como podemos tocá-lo? Afinal, podemos tocá-lo?
Pode se parecer com o ar? Já que o inspiramos, expiramos e por causa do mesmo, justificamos as nossas existências.
Dizem que tudo é amor (então que assim seja) mas será que poderiam esclarecer o que ele é, linha por linha, palavra por palavra?
Me contaram que pra essa coisinha (o tal de amor) não há solução e muito menos uma cura. Que ele é cheio de efeitos colaterais, hora é remédio e em seguida é a depressão, os dias escuros.
Conhecer o amor, aquele amor, aspirante a trazer a felicidade pro resto de nossos dias, é possível?"
Há um tempo, imaginei que o tal não existia, por que para mim as palavras expressam o que os olhos vêem e inclusive o que sentimos. Mas talvez não seja mais assim. Certa distância separou-me de conhecer o amor de pertinho, distanciei-me de seus dias compridos e alegres. Porém, algo me diz
que ele continua aqui, esperando pra que eu o desperte de seu tão profundo adormecer.
Enquanto isso, ainda me pergunto, será? Será que é
o tal amor? Que bate na minha porta todas as manhãs, tardes, noites e madrugadas?
Creio que não, sou tão pedra no presente, a ponto de que este, já
foi morto tantas vezes. (Chegou a nascer, a crescer? A completar o seu ciclo vital?)
"Sinto-me morta, preciso que me conte e me mostre mais sobre você, aqui é um lugar de almas tristes e perdidas, tão sem rumo, tão só quanto essas palavras. Não é o céu, não é a terra, não é nada, senão tudo."
Ouvi um barulho. Olhei pelo olho mágico e de repente, tudo estava ali. Abri a porta.
Preciso perguntar: vocês sabem quem é? Eu já sei. E acabei de o conhecer.
Seja bem-vindo,
amor.