quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Indecisa confusão

Passei a noite em mágoas e apelos, escrita, músicas amargas, a alma submersa em água.
Meu sono virou bipolar e dono da razão, uma hora quer dormir, sonho mal, recebo como fruto, imbecis pesadelos. Então outrora quer chorar e a insônia conquista espaço, dura feito eternidade.
Pra mim, tudo que é em grande quantidade assemelha-se ao infinito. Provavelmente por isso acredito que o amor que é demais, nunca terá fim. Bobagem. Tolice pura e das mais ingênuas, mas como já dizia Zé Ramalho, "não existe saudade mais cortante que a de um grande amor ausente, dura feito diamante, corta a ilusão da gente." O cara sabe o que diz.

Nos resta a música, arte feita pro coração ter direito de escutar mais que os nossos ouvidos.

A música é o silêncio
Que me tapa os ouvidos
Que me tira desse mundo doente
Abafa os gritos dessa gente descontente
Que vive a mostrar os dentes.

No fundo, somos feitos de uma indecisa confusão.
LUTO! Ao meu amor próprio, que nem se quer pode receber a data de óbito correta. Partiu tão cedo, pobrezinho. Era surdo. Morreu. "Goodbye blue sky."

E hoje o mundo é triste,
e o resto dela também é.
Seu sorriso não mais existe
como agora ela quer

Perdi dessa vez, o amor a vida, difícil será reconquistá-lo...
...mas vou amar fazê-lo. E eis o amor novamente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário