quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Agora sou luz.

São 4 horas da manhã, de uma madrugada quente e insuportável, que está transbordando pensamentos e mágoas passadas e é tudo tão cheio de "e se...", malditos "e se..." infinitos.
Nesse momento, viro de um lado para o outro na minha cama, (me sinto como um bife a milanesa e dos ruins) logo cogito a ideia de levantar, beber um pouco de água, fechar a porta do quarto (tentando fazer o mínimo de barulho possível para que não acorde minha família, claro), acender a luz do quarto e ler.
A leitura pode me concentrar em coisas menos supérfluas e talvez menos vazias do que as que tem surgido nos meus recentes devaneios.
Já são várias noites baseadas em dormir 2 horas, ter no máximo um sonho do qual eu talvez me recorde no dia seguinte ou talvez não, acordar e passar as próximas horas entre olhos semiabertos, buscando um sono inexistente (apesar do cansaço inacabável) e esperando ansiosamente acabar caindo no mundo dos sonhos de uma forma mais pesada do que se tivesse ingerido diazepam ou clonazepam (vulgo rivotril). Mas isso nem sempre vem, então espero amanhecer, me sentir segura ao ver que o dia está começando outra vez, que tenho mais outro dias de "meias-insônias" pra viver e finalmente, com muita sorte (e talvez um pouco de reza) consigo o tão esperado efeito Bela Adormecida.
Agora estou tranquila, meus olhos se fecham, vou de encontro com um universo totalmente meu e posso ficar leve outra vez, esqueço de todo resto e o que me resta, é, sem sombra de dúvidas, saber que não vou acordar tão rápido, assim posso adormecer em paz.
E deixo dessa vez, a utopia me guiar.
Sonhei que ela me dizia, em alto e bom tom, como um guia pessoal...
"Tá na hora de largar o medo do escuro, menina
Acende a luz do teu ser
Te ilumina,
Estrela Guia
Procura a tua lenda
O teu pessoal
Tua melodia
Teu astral
Não ouse mergulhar nos rios
Águas amargas
Ressuscitam sem misericórdia
Tuas discórdias e mágoas
Busca no universo
Uma conspiração de amor
Siga pelo vale da mudança
Encontre teu valor."
Não acordei, mas estava aliviada, com a chuva em algum lugar, de forma tão mansa quanto o sono profundo que me veio dessa vez...
E então sorri. Já sabia o que fazer. E o que ser.
Agora sou luz.

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