Se for pra falar de memórias já deve ser declarado desde o início o quanto é um assunto clichê para se escolher e dar um discurso, montar um texto ou seja lá o que você quer com isso.
De toda memória que se tem anda lado a lado uma história, uma lembrança sendo boa ou não. Associamos memórias com o nosso passado, logicamente. O que nos traz esse sentimento inigualável de saudade e nostalgia.
Saudade que dói, que geme na alma e preenche o peito, nostalgia que corre e relembra dos cheiros, dos jeitos e dos caminhos estreitos ou das ruas largas e das casinhas da infância. Dos brinquedos que incendiavam a imaginação ou de um amor de adolescente que faz todo jovem coração se sentir delacerado nem que seja por uma única vez.
Nunca se faz memória daquilo que não desejamos por perto, a gente chama logo de "lembrança ruim", não de memória ruim, memória é aquela coisa produtiva que a gente tanto quis guardar, que a gente "usa" pra guardar a vida num todo, também.
Estamos rodeados de gente que faz a gente, de sonhos que fazem a gente, de um passado que fez a gente. Tudo isso que se monta em um redemoinho de movimentos e acontecimentos, com estilhaços que um dia virão a se tornar memórias, memórias de um algo ou alguém, memórias de nós dois, de nós todos, desse infinito irreal ou desse texto memorável.
Não memorizemos as nossas tristezas. Por favor, deixemos as tinhosas bem guardadas no peito. Como um equilíbrio sincero que o corpo precisa, como nós precisamos deixar de lembrar.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Memorize já!
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