quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Ela tinha seis anos de idade...

Ela tinha seis anos de idade, corria pelo campo de girassóis com um vestidinho semelhante à nuvens de diversas formas, onde toda sua leveza e delicadeza eram deixadas à mostra. O vento era minuano, o sol estava tão anômalo que mostrava a menina com um rastro de brilho intenso e tão volátil que por alguns instantes eu pude ter certeza de que algo maior envolvia-os, algo muito além de uma luz intensa, além de uma imaginação perfeccionista e irreal...
Atrevo-me a relatar o que senti ao ver essa cena: Senti o mesmo que o sol sentia enquanto tocava-a; a chuva passageira de verão que banhava meu rosto, chuva que fluía dos meus olhos nus; senti vontade de correr com a criança, vontade de não saber para onde ir, eu só queria correr. Foi então que me levantei e na medida em que eu ia correndo, o vento aumentava sua velocidade, a menina sorria e eu entendia o motivo do sorriso dela, pois era algo que tomava conta de mim também. Eu já não era espectadora, eu era parte da anomalia do sol, um rastro de brilho intenso correndo entre os girassóis.

 -Cassiele Fernandes

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