terça-feira, 14 de abril de 2015

Indivíduo

Eu sei, eu sei, não tenho muito do que me orgulhar, não sou quem pretendia ser quando criança, nem uma pessoa agradável e de fácil convívio.
Em meio a multidão não me reconheço, posso ser qualquer pessoa e é disso que tenho medo. Continuo caminhando, olho para um lado, me viro para o outro, eu não sei pra onde ir, dou três passos para trás e me sento, meu rosto começa suar. Não me lembro de ser tão medroso. Os anos foram se passando e mais uma vez me vejo sem saída.
Começo então a observar todos a minha volta e, senhor, eu não quero ser  igual a eles, não mesmo.

Crescer acreditando que você é um ser iluminado que irá salvar o mundo e ser reconhecido pelo resto da vida, parasse divertido não é mesmo? Bem, no meu caso acabou em ''sou um ser frustado e invisível", trágico, lamentável.
Tudo poderia ser diferente? Sim, mas não mudaria o fato de que eu poderia estar em qualquer outro lugar do mundo fazendo o que a grande maioria faz diante das dificuldades: reclamar, reclamar e reclamar sem parar.

 - Carla Muniz

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